Não sei se porque as pessoas sempre nos falaram que teríamos duas meninas, que o Lipe ia ter uma casa cheia de mulheres e só ele de homem, ou se porque meus pais só tiveram meninas, e minha irmã também, ou se porque lá pelos meus 20 e poucos anos fizeram uma brincadeira comigo e deu que eu teria duas meninas.... enfim, eu tinha quase certeza de que eu estava esperando outra menina.
E quando fizemos o ultrassom e vimos que era um menino, nós levamos um susto muito grande. Me lembro de perguntar para a moça do ultrassom se ela tinha certeza absoluta... quando ela me respondeu: "Olha aqui, 100% de certeza, é um meninão". E eu insisti: "mas, o órgão genital não vai mudar mais não ne?". Ela riu e respondeu "não, já está formado e é um menino, meus parabéns."
Comecei a chorar, olhei pro Lipe e ele também estava muito emocionado, e a Lara sem entender nada.
Naquela hora só me veio meu pai na cabeça. Por mim pouco importava o sexo, e sei que pra ele também não, mas eu queria muito que ele tivesse um netinho homem, sei lá, coisa da minha cabeça. E quanto mais eu pensava nele mais eu chorava, e como eu queria sair daquele exame e ligar pra ele e contar.... como seria a reação dele? Ia ser demais poder dar essa notícia, mas já era tarde demais, com certeza em algum lugar do infinito ele estava comemorando a notícia, mas eu não podia ver, nem sentir.
Saímos do exame e ligamos pra toda a família, e nunca me esquecerei da reação da minha irmã, acho que ela sentiu o mesmo desejo que eu, de que meu pai soubesse que teria um netinho homem.... enfim...
Queria fazer uma homenagem a ele, pensei num primeiro momento em chama-lo de Luca por causa das iniciais do nome do meu pai LUis CArlos, mas apesar de ser um nome bonito, eu e o Lipe não nos identificamos com ele.... e aqui a saga da escolha do nome começou. Não foi nada fácil escolher um nome de menino que ficasse legal no Brasil e aqui na Australia e que ainda combinasse comigo e com o Lipe.
CHEGAMOS EM MARVIN, MAS POR QUE?
Nunca na minha vida pensei nesse nome. No reveillon de 2015/16 fomos acampar ao Sul de Sydney e conhecemos uma família de Brasileiros que moram aqui há mais de 11 anos e que tem um casal de filhos (Melina e Marvin), quando eles disseram Marvin aconteceu alguma coisa dentro de mim.... eu fiquei encantada com o nome... como não tinha pensado nele antes? Se eu tiver um menino acho que vou chamar ele de Marvin também (pensei).
O tempo passou e eu já grávida sem saber se íamos colocar Marvin mesmo... e um belo dia eu escutei a música do Titãs - Marvin e novamente alguma coisa aconteceu dentro de mim.... um amor inexplicável, comecei a relembrar cenas de quando estávamos com meus pais em alguma festa ou dentro do carro e essa música tocava, eles amavam essa música.... me lembro de uma vez nós já bem alegres dançando e de repente tocou essa música e meus pais pegaram na minha mão, fizemos uma roda e todos cantando essa música, tinha muita emoção ali.....e fui revendo vários momentos em que essa música esteve presente na nossa vida.
E foi aqui que eu tive a certeza de que Marvin seria uma homenagem aos dois, por todos os momentos felizes e memoráveis em que essa música esteve presente nas nossas vidas.
E todas as vezes que eu escuto essa música eu choro.... não consigo conter a emoção. E assim, eu fico na espera do nosso querido Marvin!
Deveria ser algo relevante, mas na verdade esse blog é só um refúgio, me auxiliando nesse minha necessidade de escrever.
segunda-feira, 24 de outubro de 2016
domingo, 25 de setembro de 2016
Para minha pequena Lara
Eu não consigo descrever a emoção ao te ver andar.
Há uma semana atrás você como num passe de mágicas começou a dar os primeiros passos sozinha.
As minhas mãos que antes eram peça fundamental nessa tarefa de apoiar, agora ficaram obsoletas.
A cada dia você acorda mais independente, e querendo menos a nossa ajuda.
E eu aqui juntamente com o seu pai, apenas babando e rindo sem parar.
Eu não sabia que ver um filho crescendo era assim tão mágico.
Se eu pudesse ficaria o dia inteiro só te admirando e me deliciando com as suas novas gracinhas e descobertas.
Ops, mas eu posso. Como eu sou sortuda por poder cuidar integralmente de você minha filha.
Te confesso que as vezes sinto falta do trabalho, de fazer outras atividades não relacionadas ao mundo intantil.... mas, você é o meu mundo agora, e estar com você é tudo o que eu mais quero.
Quero que você voe alto filha, você pode, você consegue.
Quero dar muitas gargalhadas ainda, me emocionar a cada pequena conquista sua e te amparar a cada tropeço.
Porque você é meu tudo. Você, o papai e o Marvin são as pecinhas finais do meu quebra-cabeça.
Vocês me completam e me fazem ser uma pessoa melhor e mais feliz!
Juntos vamos vencer cada obstáculo, desbravar cada pedacinho desse mundão imenso e dar risadas gostosas, feito bobos alegres.
Com amor,
mamãe.
Há uma semana atrás você como num passe de mágicas começou a dar os primeiros passos sozinha.
As minhas mãos que antes eram peça fundamental nessa tarefa de apoiar, agora ficaram obsoletas.
A cada dia você acorda mais independente, e querendo menos a nossa ajuda.
E eu aqui juntamente com o seu pai, apenas babando e rindo sem parar.
Eu não sabia que ver um filho crescendo era assim tão mágico.
Se eu pudesse ficaria o dia inteiro só te admirando e me deliciando com as suas novas gracinhas e descobertas.
Ops, mas eu posso. Como eu sou sortuda por poder cuidar integralmente de você minha filha.
Te confesso que as vezes sinto falta do trabalho, de fazer outras atividades não relacionadas ao mundo intantil.... mas, você é o meu mundo agora, e estar com você é tudo o que eu mais quero.
Quero que você voe alto filha, você pode, você consegue.
Quero dar muitas gargalhadas ainda, me emocionar a cada pequena conquista sua e te amparar a cada tropeço.
Porque você é meu tudo. Você, o papai e o Marvin são as pecinhas finais do meu quebra-cabeça.
Vocês me completam e me fazem ser uma pessoa melhor e mais feliz!
Juntos vamos vencer cada obstáculo, desbravar cada pedacinho desse mundão imenso e dar risadas gostosas, feito bobos alegres.
Com amor,
mamãe.
quarta-feira, 15 de junho de 2016
Suas marcas em mim
Hoje eu me olhei no espelho e vi a sua imagem refletida.
Num misto de susto e curiosidade fiquei ali por alguns instantes, apenas observando.
Meu coração ficou apertado, e pelos meus olhos começou a transbordar toda a saudade que vem se acumulando no meu peito.
Como posso ser assim tão como você?
O rosto, cabelo, o jeito de querer tudo perfeito, de chegar sempre no horário…
São suas marcas em mim.
Desde ontem estou tentando esquecer que hoje dia 16 de junho de 2016 seria seu aniversário de 54 anos e que nesse mesmo dia,
se completam 2 anos sem você aqui.
Não me leve a mau, não é que eu não queira lembrar do seu aniversário,
mas, é que eu ainda não me sinto forte o suficiente pra encarar esse dia.
Ele ainda me vem recheado de muita dor, lembranças sofridas e da gigantesca falta que você me faz.
Não quero ser injusta, temos muito mais lembranças boas do que ruins.
Mas, esse é o meu momento, essa é a minha verdade e a minha dor,
e eu sei que o tempo vai me ajudar a superar cada fração desse sofrimento.
Hoje eu também me tornei mãe sabia?
Minha filha Lara já fez 1 ano e eu estou grávida de novo, de 3 meses.
E a cada minuto do meu dia, eu fico recordando de como você fazia, das histórias que contava de como era ser mãe,
e eu sinto muito orgulho e vontade de ser pelo menos um pouquinho da mãe que você foi pra mim.
Você era sempre fortaleza, segurança. Quase nunca demonstrava fraqueza.
Sempre pronta a encarar tudo, conseguia organizar o mundo num piscar de olhos.
É uma pena eu só ter me tornado mãe depois que você se foi. Me lembro nos meus momentos de rebeldia,
você sempre me falava: Um dia você vai ser mãe e vai me entender.
E cada vez que você repetia essa frase, mais eu te achava chata e careta.
E hoje, como mãe que sou, eu só queria poder te dar um abraço, te pedir desculpas, mas,
principalmente te agradecer por ter tido tanto amor e paciência comigo.
Queria ter a oportunidade de te dizer que hoje eu te entendo, e o meu amor por você agora se quadruplicou.
E ainda aqui, me observando nesse espelho, eu te agradeço por deixar tantas marcas em mim.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Feliz ano novo
Adeus ano velho, feliz ano novo, que tudo se realize no ano que vai nascer! Muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender!!!
Adoro essa música!
Esse ano passamos o reveillon acampados em Kioloa Beach (há uns 260KM ao Sul de Sydney). Fomos no dia 26/12 e voltamos dia 02/01. Foi tudo maravilhoso, além dos amigos queridos, conhecemos novas pessoas, a maioria do Sul do Brasil.
A Lara adorou acampar e não deu trabalho nenhum. Nossa pequena é uma grande parceira.
Adoro essa música!
Esse ano passamos o reveillon acampados em Kioloa Beach (há uns 260KM ao Sul de Sydney). Fomos no dia 26/12 e voltamos dia 02/01. Foi tudo maravilhoso, além dos amigos queridos, conhecemos novas pessoas, a maioria do Sul do Brasil.
A Lara adorou acampar e não deu trabalho nenhum. Nossa pequena é uma grande parceira.
No momento da virada, estávamos reunidos no Camping comemorando como de costume. A Lara já estava dormindo há horas. 00:00 pudemos assistir alguns fogos pois nosso camping era na praia. Tudo muito simples, mas nesse momento a lembrança dos meus pais bateu muito forte, senti uma dor imensa no peito, como se minha ficha caísse de que eles não estão mais aqui. Quase todos os anos assistíamos juntos a queima de fogos em Cabo Frio, meus pais amavam réveillon e nós curtíamos como se não houvesse amanhã. Era a noite mais esperada do ano. Nos reuníamos na Praia do Forte e ali brindávamos a felicidade, agradecíamos pelo ano que passou e fazíamos nossos pedidos. Me lembro que sempre nos emocionávamos ao nos abraçar desejando Feliz ano novo. Era um amor tão forte, parceiro, pais amigos ali curtindo...... isso tudo veio a tona muito rápido, ainda bem que o Lipe estava ali ao meu lado. Nos isolamos do pessoal e eu me permiti chorar e chorar. Fiquei ali uns 5 minutos só olhando os fogos e chorando, enquanto um filme de todos os réveillons com os meus pais passava na minha cabeça. Conversei com eles em pensamento e agradeci por terem me mostrado um mundo feliz e memorável. Como eu os amo e como sinto falta..... putz..... respirei fundo e segui com a comemoração leve e feliz, porque por mais triste que seja a ausência deles, as marcas e lembranças de momentos felizes sempre são maiores e mais fortes!!!
Fotos de um desses réveillons em Cabo Frio (2007-08)
E que 2016 seja leve, sereno, repleto de saúde, paz, harmonia, evolução moral e espiritual. Que o Universo seja generoso e que nos traga só alegrias, por favor!!!
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
Pois é pai...
Tudo foi tão insanamente rápido, mas ao mesmo tempo sua luta foi muito longa e árdua.
Me lembro de uma manhã de Julho (2015) fechando nossas passagens para passar o Natal no Brasil, eu me sentia como uma criança que ganha aquele tão desejado brinquedo, sem conseguir esconder minha felicidade, avisei todos os familiares e fiz milhares de planos. Até me esqueci de que nenhum planejamento meu havia dado certo no ano anterior.
A notícia de que o meu pai estava enfim se tratando com o tal remédio milagroso que conseguiu através da Justiça me enchia o peito de esperança e positividade, a cura da Hepatite C estava logo ali, eu já podia sentir o cheirinho da vitória. Imaginava que em Janeiro de 2016 quem sabe o meu pai não poderia vir conosco pra Australia, já pensou??? Ele vai pirar aqui (eu pensava toda feliz).
Foi quando em Agosto recebemos o murro na cara. O câncer dele voltou, e infelizmente, muito mais agressivo que o anterior. Estimativa de vida? hum.. difícil falar (disse o médico). Pesquisei incansavelmente no Google e gelei quando li: de 2 semanas a 2 meses de vida.
COMO ASSIM????
Ele estava indo bem, lutando com todas as suas forças, tomando o tal remédio que iria cura-lo e agora vocês me vêm com essa???
E mais uma vez, a corrida contra o tempo a procura de remarcação de passagem para o Brasil. O pânico tomava conta de mim, acabei de perder minha mãe, o meu coração ainda nem tinha se reconstruído, estava todo despedaçado. E agora, ainda tenho a Lara, 2 meses e meio de vida.... e eu não tenho outra escolha, preciso mais uma vez ser forte.
A angústia era grande, não conseguia encaixe nos vôos mais próximos, e eu gelava só de pensar que ele poderia morrer sem conhecer a minha filha e sem eu vê-lo uma última vez.
Mas, Deus é Pai e nunca nos abandona. Chegamos ao Brasil!
Ele estava internado, quando o vi, custei a engolir o nó na garganta. Ele estava pele e osso literalmente, aquele não era meu pai. Seu rosto emocionado de me ver, logo se levantou da cama com muito esforço e me abraçou. Não conseguimos segurar as lágrimas de emoção pelo reencontro, mas de muita dor pela pancada que o destino nos deu. Foi surreal abraçar aquele corpo ossudo, não tinha calor, o meu braço conseguia dar voltas em seu corpo, e foi aqui que me lembrei de que ele era um paciente terminal.
........... (muitos nós na garganta).
Um filme se repetia na minha mente. E eu, com muita revolta pensei: Tudo de novo meu Deus? Por que?
...... assim os dias se passaram....
No dia 27 de Outubro, acordei, estávamos todos muito exaustos, meu pai não estava bem ha alguns dias, por isso revezávamos a noite com ele.
Eu sentia que ele já estava sendo desligado espiritualmente, mas algo o prendia ali, naquele corpo físico.
Depois do meu café da manhã, conversei com a minha madrinha que estava conosco, e pedi para que ela me ajudasse a conversar com ele (que já estava completamente inconsciente), pois eu não sabia como dizer ao meu pai que ele podia partir tranquilamente, o meu coração queria, mas minha boca não se movia, como que num estado de choque.
E assim, conversamos com ele, pedimos para ele descansar, que aqui ficaria tudo bem, cuidaríamos de tudo com muito amor. Agradeci por tudo e o expliquei como seria a passagem para o plano espiritual para que ele não tivesse medo. Choramos muito, me senti num filme, parecia que aquilo ali não estava acontecendo comigo.
Umas duas horas depois, resolvemos interna-lo. E enquanto eu e minha irmã ligávamos para o hospital agendando a internação, a enfermeira que cuidava do meu pai em casa veio até a cozinha e disse que sua oxigenação estava baixíssima e sua saturação nem conseguia ser medida. Fomos até o quarto e averiguamos de que o momento estava próximo (pois o médico já havia nos explicado como tudo aconteceria).
Depois de um tempo voltamos pra cozinha para agilizar a ambulância, quando a enfermeira chegou correndo: "os batimentos cardíacos estão parando".
Me lembro que minha irmã estava com o médico dele na linha, ela disse com uma voz trêmula: "Ai Dr. Silvio, acho que ele morreu." Desligou o telefone e corremos para o quarto.
Ele ainda estava com os olhos abertos, mas realmente, ele havia partido. Todas chorávamos muito, quando eu senti a necessidade de orar pra ele. Assim como com a minha mãe, eu respirei fundo, peguei o evangelho segundo o espiritismo e fiz a Oração para os que acabam de desencarnar. Logo em seguida conversei mais uma vez com ele: "Vai com Deus pai, obrigada por tudo, me perdoe por qualquer coisa e receba aqui também o meu perdão. Não se assuste, você agora está retornando ao plano espiritual, tenho certeza de que muitos conhecidos seus desencarnados estão aqui presentes para te acompanhar. Descanse em paz".
......... e assim ele se foi. Assim, perdemos nosso pai. Assim, nossos corações que já se encontravam debilitados, levou mais uma rasteira da vida.
E agora?
Agora a vida segue, não se tem mais o que fazer. A vida segue pra nós e pra eles que estão de volta ao lar.
E a saudade, essa vai existir pra sempre, e como tudo na vida, nós aprenderemos a lidar com ela.
Me lembro de uma manhã de Julho (2015) fechando nossas passagens para passar o Natal no Brasil, eu me sentia como uma criança que ganha aquele tão desejado brinquedo, sem conseguir esconder minha felicidade, avisei todos os familiares e fiz milhares de planos. Até me esqueci de que nenhum planejamento meu havia dado certo no ano anterior.
A notícia de que o meu pai estava enfim se tratando com o tal remédio milagroso que conseguiu através da Justiça me enchia o peito de esperança e positividade, a cura da Hepatite C estava logo ali, eu já podia sentir o cheirinho da vitória. Imaginava que em Janeiro de 2016 quem sabe o meu pai não poderia vir conosco pra Australia, já pensou??? Ele vai pirar aqui (eu pensava toda feliz).
Foi quando em Agosto recebemos o murro na cara. O câncer dele voltou, e infelizmente, muito mais agressivo que o anterior. Estimativa de vida? hum.. difícil falar (disse o médico). Pesquisei incansavelmente no Google e gelei quando li: de 2 semanas a 2 meses de vida.
COMO ASSIM????
Ele estava indo bem, lutando com todas as suas forças, tomando o tal remédio que iria cura-lo e agora vocês me vêm com essa???
E mais uma vez, a corrida contra o tempo a procura de remarcação de passagem para o Brasil. O pânico tomava conta de mim, acabei de perder minha mãe, o meu coração ainda nem tinha se reconstruído, estava todo despedaçado. E agora, ainda tenho a Lara, 2 meses e meio de vida.... e eu não tenho outra escolha, preciso mais uma vez ser forte.
A angústia era grande, não conseguia encaixe nos vôos mais próximos, e eu gelava só de pensar que ele poderia morrer sem conhecer a minha filha e sem eu vê-lo uma última vez.
Mas, Deus é Pai e nunca nos abandona. Chegamos ao Brasil!
Ele estava internado, quando o vi, custei a engolir o nó na garganta. Ele estava pele e osso literalmente, aquele não era meu pai. Seu rosto emocionado de me ver, logo se levantou da cama com muito esforço e me abraçou. Não conseguimos segurar as lágrimas de emoção pelo reencontro, mas de muita dor pela pancada que o destino nos deu. Foi surreal abraçar aquele corpo ossudo, não tinha calor, o meu braço conseguia dar voltas em seu corpo, e foi aqui que me lembrei de que ele era um paciente terminal.
........... (muitos nós na garganta).
Um filme se repetia na minha mente. E eu, com muita revolta pensei: Tudo de novo meu Deus? Por que?
...... assim os dias se passaram....
No dia 27 de Outubro, acordei, estávamos todos muito exaustos, meu pai não estava bem ha alguns dias, por isso revezávamos a noite com ele.
Eu sentia que ele já estava sendo desligado espiritualmente, mas algo o prendia ali, naquele corpo físico.
Depois do meu café da manhã, conversei com a minha madrinha que estava conosco, e pedi para que ela me ajudasse a conversar com ele (que já estava completamente inconsciente), pois eu não sabia como dizer ao meu pai que ele podia partir tranquilamente, o meu coração queria, mas minha boca não se movia, como que num estado de choque.
E assim, conversamos com ele, pedimos para ele descansar, que aqui ficaria tudo bem, cuidaríamos de tudo com muito amor. Agradeci por tudo e o expliquei como seria a passagem para o plano espiritual para que ele não tivesse medo. Choramos muito, me senti num filme, parecia que aquilo ali não estava acontecendo comigo.
Umas duas horas depois, resolvemos interna-lo. E enquanto eu e minha irmã ligávamos para o hospital agendando a internação, a enfermeira que cuidava do meu pai em casa veio até a cozinha e disse que sua oxigenação estava baixíssima e sua saturação nem conseguia ser medida. Fomos até o quarto e averiguamos de que o momento estava próximo (pois o médico já havia nos explicado como tudo aconteceria).
Depois de um tempo voltamos pra cozinha para agilizar a ambulância, quando a enfermeira chegou correndo: "os batimentos cardíacos estão parando".
Me lembro que minha irmã estava com o médico dele na linha, ela disse com uma voz trêmula: "Ai Dr. Silvio, acho que ele morreu." Desligou o telefone e corremos para o quarto.
Ele ainda estava com os olhos abertos, mas realmente, ele havia partido. Todas chorávamos muito, quando eu senti a necessidade de orar pra ele. Assim como com a minha mãe, eu respirei fundo, peguei o evangelho segundo o espiritismo e fiz a Oração para os que acabam de desencarnar. Logo em seguida conversei mais uma vez com ele: "Vai com Deus pai, obrigada por tudo, me perdoe por qualquer coisa e receba aqui também o meu perdão. Não se assuste, você agora está retornando ao plano espiritual, tenho certeza de que muitos conhecidos seus desencarnados estão aqui presentes para te acompanhar. Descanse em paz".
......... e assim ele se foi. Assim, perdemos nosso pai. Assim, nossos corações que já se encontravam debilitados, levou mais uma rasteira da vida.
E agora?
Agora a vida segue, não se tem mais o que fazer. A vida segue pra nós e pra eles que estão de volta ao lar.
E a saudade, essa vai existir pra sempre, e como tudo na vida, nós aprenderemos a lidar com ela.
domingo, 23 de agosto de 2015
Vida de mãe
Putz, agora eu sou mãe.
Chega a dar um frio na barriga, literalmente.
Hoje em dia eu sou do tipo "vou vivendo a vida". Adoro fazer planos e acho que eles nos mantêm focados em seguir a diante. Mas, hoje eu faço um pouco como a nossa querida (ironia) presidenta Dilma: Deixo a meta aberta, e quando eu atingir a meta eu dobro ela.
Descobri que assim a vida fica mais leve, mais tranquila. Mantenho minha fé e meus pensamentos positivos, sempre esperando que o melhor aconteça, e ao mesmo tempo preparada para enfrentar qualquer dificuldade e contra tempo que aparecer.
Por isso, tenho achado a maternidade uma delícia. Tem os dias de glória e os dias de luta, como tudo nessa vida. A verdade é que não tem nada demais. A não ser esse amor infinito.
Quando surgem as dificuldades procuro respirar fundo e manter a calma. Claro, que como um ser em evolução que sou, nem sempre consigo, mas estou sempre me esforçando.
A decisão de vir morar do outro lado do oceano e tão longe da família nos traz consequências positivas e negativas. De ambos os lados, elas são inúmeras, mas uma negativa que tem pesado ultimamente é o cansaço, não ter com quem deixar a Lara para eu dar uma descansada, ou a vovó cozinhando pra nós torna o meu trabalho mais árduo. Cuidar da Lara, da casa, fazer comida, dar atenção ao marido, fazer uma atividade física..... na maioria dos dias tenho conseguido, mas tem dias que eu só consigo cuidar da Lara, o resto fica perdido kkkk
Enfim, estou amando ser mãe desse ser abençoado que é a Lara! Não troco esse momento por nenhum outro. E não vejo a hora de irmos ao Brasil para que ela conheça a nossa família!
Chega a dar um frio na barriga, literalmente.
Hoje em dia eu sou do tipo "vou vivendo a vida". Adoro fazer planos e acho que eles nos mantêm focados em seguir a diante. Mas, hoje eu faço um pouco como a nossa querida (ironia) presidenta Dilma: Deixo a meta aberta, e quando eu atingir a meta eu dobro ela.
Descobri que assim a vida fica mais leve, mais tranquila. Mantenho minha fé e meus pensamentos positivos, sempre esperando que o melhor aconteça, e ao mesmo tempo preparada para enfrentar qualquer dificuldade e contra tempo que aparecer.
Por isso, tenho achado a maternidade uma delícia. Tem os dias de glória e os dias de luta, como tudo nessa vida. A verdade é que não tem nada demais. A não ser esse amor infinito.
Quando surgem as dificuldades procuro respirar fundo e manter a calma. Claro, que como um ser em evolução que sou, nem sempre consigo, mas estou sempre me esforçando.
A decisão de vir morar do outro lado do oceano e tão longe da família nos traz consequências positivas e negativas. De ambos os lados, elas são inúmeras, mas uma negativa que tem pesado ultimamente é o cansaço, não ter com quem deixar a Lara para eu dar uma descansada, ou a vovó cozinhando pra nós torna o meu trabalho mais árduo. Cuidar da Lara, da casa, fazer comida, dar atenção ao marido, fazer uma atividade física..... na maioria dos dias tenho conseguido, mas tem dias que eu só consigo cuidar da Lara, o resto fica perdido kkkk
Enfim, estou amando ser mãe desse ser abençoado que é a Lara! Não troco esse momento por nenhum outro. E não vejo a hora de irmos ao Brasil para que ela conheça a nossa família!
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Bolinho de arroz integral com lentilhas e tofú
Sempre comi lentilhas nas viradas do ano, mas, desde que virei vegetariana que eu me tornei uma grande fã dessa leguminosa.
"A lentilha é um alimento com ótimo valor nutricional, rico principalmente nas vitaminas A, C e do complexo B (como tiamina e a riboflavina), em potássio e em ácido fólico. “Em meia xícara de lentilha cozida, que possui apenas 60 kcal, você encontra ainda 4 g de proteína, o que equivale de 15 a 18% das doses diárias recomendadas”, -
See more at: http://www.revistavegetarianos.com.br/noticias/lentilha-uma-leguminosa-versatil-que-pode-trazer-muita-saude-na-alimentacao-diaria/#sthash.xj8Z65JB.dpuf
E hoje testamos uma receita super simples e saudável, ficou uma delícia!!!
Ingredientes:
- Arroz com lentilhas (pegamos o que sobrou do reveillon, eu havia guardado na geladeira então estava ainda fresquinho. No nosso caso, utilizamos o arroz integral que tem mais valores nutricionais do que o branco, mas tanto faz).
- Tofu (queijo de soja)
- Temperos: Pimenta do reino + Pó de cebola (não sei como chama isso no Brasil, aqui chama Onion Powder) + Pó de alho + Manjericão + Noz moscada.
** Eu não medi nada, fui fazendo tudo de olho. O importante é não ficar uma consistência muito mole para que vc consiga fazer as bolinhas e colocar pra assar.
Modo de Preparo:
- Em uma tigela amasse o tofu com um garfo, depois junte todo o arroz com lentilhas e vai amassando e misturando bem. Se achar que ta muito seco (muito arroz) coloque mais tofu. Vá adicionando os temperos a gosto. Caso tenha algum tempero que vc não goste, não precisa colocar, e claro, vc pode adicionar os que vc preferir. Caso seja necessário coloque sal.
- Coloque azeite nas mãos e faça as bolinhas no formato que preferir (fizemos em formato de quibe).
*Caso prefira, passe o azeite nas bolinhas com um pincel, como não temos pincel, fizemos dessa forma.
- Pre aqueça o forno a 180 graus e coloque para assar, cerca de 30 minutos dependendo da potência do forno.
Pronto, uma sugestão de acompanhamento é salada e mandioca cozida!
Rapidinho de fazer, não faz bagunça na cozinha, quase zero de gordura e muitoooo nutritivo!
"A lentilha é um alimento com ótimo valor nutricional, rico principalmente nas vitaminas A, C e do complexo B (como tiamina e a riboflavina), em potássio e em ácido fólico. “Em meia xícara de lentilha cozida, que possui apenas 60 kcal, você encontra ainda 4 g de proteína, o que equivale de 15 a 18% das doses diárias recomendadas”, -
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E hoje testamos uma receita super simples e saudável, ficou uma delícia!!!
Ingredientes:
- Arroz com lentilhas (pegamos o que sobrou do reveillon, eu havia guardado na geladeira então estava ainda fresquinho. No nosso caso, utilizamos o arroz integral que tem mais valores nutricionais do que o branco, mas tanto faz).
- Tofu (queijo de soja)
- Temperos: Pimenta do reino + Pó de cebola (não sei como chama isso no Brasil, aqui chama Onion Powder) + Pó de alho + Manjericão + Noz moscada.
** Eu não medi nada, fui fazendo tudo de olho. O importante é não ficar uma consistência muito mole para que vc consiga fazer as bolinhas e colocar pra assar.
Modo de Preparo:
- Em uma tigela amasse o tofu com um garfo, depois junte todo o arroz com lentilhas e vai amassando e misturando bem. Se achar que ta muito seco (muito arroz) coloque mais tofu. Vá adicionando os temperos a gosto. Caso tenha algum tempero que vc não goste, não precisa colocar, e claro, vc pode adicionar os que vc preferir. Caso seja necessário coloque sal.
- Coloque azeite nas mãos e faça as bolinhas no formato que preferir (fizemos em formato de quibe).
*Caso prefira, passe o azeite nas bolinhas com um pincel, como não temos pincel, fizemos dessa forma.
- Pre aqueça o forno a 180 graus e coloque para assar, cerca de 30 minutos dependendo da potência do forno.
Pronto, uma sugestão de acompanhamento é salada e mandioca cozida!
Rapidinho de fazer, não faz bagunça na cozinha, quase zero de gordura e muitoooo nutritivo!
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
16-06-2014
Naquela segunda-feira eu acordei pela manhã e alguma coisa me dizia que aquele dia não seria muito bom.
Mas, mesmo assim, eu tomei um banho correndo, engoli um café da manhã (sem apetite) e saí a procura de uma floricultura. Eram 8 horas da manhã, e depois de 2 tentativas, consegui achar.
Estava em dúvida. Qual flor deveria eu escolher? Tinha que ser a mais linda, mas meus olhos estavam tensos, eu tremia, e meio que achava tudo sem graça. Sem muito tempo para pensar, escolhi um arranjo de orquídeas que meu coração me direcionou e corri para o hospital.
O céu estava cinza, o sol estava escondido. Era dia 16 de junho de 2014.
Cheguei no quarto dela e cantamos parabéns, nessa hora meu coração estava muito feliz, mas ao mesmo tempo em pânico, a voz falhava e a garganta apertava e o choro teimava em escorrer pelo nosso rosto que disfarçava a dor com sorrisos, tentando passar segurança pra ela.
Ela me reconheceu quando eu cheguei e eu pude notar sua carinha de feliz ao ver as flores e os parabéns. Mas, foi bem rápido, pois logo ela já perdeu a lucidez.
Foi o parabéns mais estranho da minha vida. Nós cantávamos mais um ano de vida, sabendo que seria o último dia dela.
As enfermeiras vieram, fizemos uma mini festa ali, mas a aniversariante já não estava mais presente espiritualmente. O corpo sim, ainda lutava bravamente, mas eu sentia que seu espírito já estava se desprendendo da matéria porque ela não nos reconhecia mais, gritava muito, retorcia os olhos..... nem gosto de lembrar.
Depois desse breve momento, eu mal consegui ficar no quarto, ver ela daquele jeito me doía. Eu fui forte durante todos os 6 meses em que ela precisou de mim, mesmo com o coração sangrando eu nunca a deixei, mas nesse dia, eu não consegui, não sei explicar, mas eu só ia no quarto, ficava cinco minutos, rezava e ia pra pracinha do hospital. Me sentia perdida, tendo que ser forte, mas não via a hora de poder sair correndo e só chorar, e sentir a minha dor.
E depois de horas e horas de angústia, ela fechou os olhos e partiu. Eu tinha acabado de sair do quarto para ver os meus sogros na recepção do hospital. Quando eu abracei a minha sogra, minha irmã chegou com aquela carinho dela de choro e disse: "Irmã, vem", me fazendo um sinal positivo com a cabeça, como quem diz: "sim, ela se foi".
Segurei na mão dela e voltamos correndo para o quarto, aonde se encontravam os irmãos, cunhadas, meu pai e minha vó. O médico e a assistente social também estavam lá conferindo os sinais vitais. Minha avó em pânico, dizendo que ela ainda não tinha morrido, que o médico deveria checar bem.
E quando terminou, eu pedi aos enfermeiros que deixassem apenas os familiares no quarto. Fechei a porta, peguei o evangelho e li a oração dos que acabam de desencarnar.
Eu juro por Deus, que eu não sei de onde tirei forças para ler todo aquele lindo e longo texto, na verdade, eu sei, eu estava sendo guiada por espíritos de luz, que sabiam que a minha mãe precisava muito daquela oração.
Enquanto eu lia aquelas palavras, eu sentia a paz tomar conta daquele quarto, eu percebia que mesmo perturbados e muito emocionados, todos conseguiam prestar atenção e entender a leitura com o coração.
E assim, deixamos minha mãe partir em paz.
Mas, mesmo assim, eu tomei um banho correndo, engoli um café da manhã (sem apetite) e saí a procura de uma floricultura. Eram 8 horas da manhã, e depois de 2 tentativas, consegui achar.
Estava em dúvida. Qual flor deveria eu escolher? Tinha que ser a mais linda, mas meus olhos estavam tensos, eu tremia, e meio que achava tudo sem graça. Sem muito tempo para pensar, escolhi um arranjo de orquídeas que meu coração me direcionou e corri para o hospital.
O céu estava cinza, o sol estava escondido. Era dia 16 de junho de 2014.
Cheguei no quarto dela e cantamos parabéns, nessa hora meu coração estava muito feliz, mas ao mesmo tempo em pânico, a voz falhava e a garganta apertava e o choro teimava em escorrer pelo nosso rosto que disfarçava a dor com sorrisos, tentando passar segurança pra ela.
Ela me reconheceu quando eu cheguei e eu pude notar sua carinha de feliz ao ver as flores e os parabéns. Mas, foi bem rápido, pois logo ela já perdeu a lucidez.
Foi o parabéns mais estranho da minha vida. Nós cantávamos mais um ano de vida, sabendo que seria o último dia dela.
As enfermeiras vieram, fizemos uma mini festa ali, mas a aniversariante já não estava mais presente espiritualmente. O corpo sim, ainda lutava bravamente, mas eu sentia que seu espírito já estava se desprendendo da matéria porque ela não nos reconhecia mais, gritava muito, retorcia os olhos..... nem gosto de lembrar.
Depois desse breve momento, eu mal consegui ficar no quarto, ver ela daquele jeito me doía. Eu fui forte durante todos os 6 meses em que ela precisou de mim, mesmo com o coração sangrando eu nunca a deixei, mas nesse dia, eu não consegui, não sei explicar, mas eu só ia no quarto, ficava cinco minutos, rezava e ia pra pracinha do hospital. Me sentia perdida, tendo que ser forte, mas não via a hora de poder sair correndo e só chorar, e sentir a minha dor.
E depois de horas e horas de angústia, ela fechou os olhos e partiu. Eu tinha acabado de sair do quarto para ver os meus sogros na recepção do hospital. Quando eu abracei a minha sogra, minha irmã chegou com aquela carinho dela de choro e disse: "Irmã, vem", me fazendo um sinal positivo com a cabeça, como quem diz: "sim, ela se foi".
Segurei na mão dela e voltamos correndo para o quarto, aonde se encontravam os irmãos, cunhadas, meu pai e minha vó. O médico e a assistente social também estavam lá conferindo os sinais vitais. Minha avó em pânico, dizendo que ela ainda não tinha morrido, que o médico deveria checar bem.
E quando terminou, eu pedi aos enfermeiros que deixassem apenas os familiares no quarto. Fechei a porta, peguei o evangelho e li a oração dos que acabam de desencarnar.
Eu juro por Deus, que eu não sei de onde tirei forças para ler todo aquele lindo e longo texto, na verdade, eu sei, eu estava sendo guiada por espíritos de luz, que sabiam que a minha mãe precisava muito daquela oração.
Enquanto eu lia aquelas palavras, eu sentia a paz tomar conta daquele quarto, eu percebia que mesmo perturbados e muito emocionados, todos conseguiam prestar atenção e entender a leitura com o coração.
E assim, deixamos minha mãe partir em paz.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
6 meses sem ela
Acho tão sem sentido ficar contando "aniversários" da morte de alguém..... mas, hoje meu coração ta tão apertadinho, eu sinto uma falta tão grande da minha mãe, que mesmo sem ver sentido, hoje eu estou triste porque fazem 6 meses que ela partiu.
É uma dor, que eu não consigo explicar nem pra mim mesma. É uma falta, de falar no Skype todo dia com ela, de ligar pra ela pra bater papo e as vezes até chorar.
É claro que eu sempre falo por mim, mas eu sei que minha irmã, meu pai, minha avós e os meus tios também sentem.....
A via continua, até porque não temos outra opção, buscamos seguir em frente felizes, pensar em coisas boas, mas não tem um dia sequer que eu não sinto essa dor.
Oro muito por ela, converso demais, peço perdão por coisas que eu deixei de fazer nesse ano tão difícil na vida dela, peço notícias, mas nada alivia.
Hoje eu escutei essa música, eu já havia escutado muitas vezes na minha adolescência, mas hoje foi a primeira vez que escutei depois de ter perdido alguém tão especial. Me permiti escuta-la repetidas vezes e deixar os olhos esvaziarem as lágrimas do meu coração.
https://www.youtube.com/watch?v=6RwwGvZsbzU
É uma dor, que eu não consigo explicar nem pra mim mesma. É uma falta, de falar no Skype todo dia com ela, de ligar pra ela pra bater papo e as vezes até chorar.
É claro que eu sempre falo por mim, mas eu sei que minha irmã, meu pai, minha avós e os meus tios também sentem.....
A via continua, até porque não temos outra opção, buscamos seguir em frente felizes, pensar em coisas boas, mas não tem um dia sequer que eu não sinto essa dor.
Oro muito por ela, converso demais, peço perdão por coisas que eu deixei de fazer nesse ano tão difícil na vida dela, peço notícias, mas nada alivia.
Hoje eu escutei essa música, eu já havia escutado muitas vezes na minha adolescência, mas hoje foi a primeira vez que escutei depois de ter perdido alguém tão especial. Me permiti escuta-la repetidas vezes e deixar os olhos esvaziarem as lágrimas do meu coração.
https://www.youtube.com/watch?v=6RwwGvZsbzU
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Ultrassom das 12 semanas
Terça-feira dia 25/11 foi dia de ultrassom, eu ainda estou meio perdida em que semana exatamente eu estou, porque no começo era uma data e depois da primeira ultra mudou alguns dias. Mas, pra mim eu entrei na semana 13 na segunda dia 24.
Enfim, que alegria é poder ver nosso pequeno baby, foi a primeira vez que o vimos de fato, porque na primeira e última ultrassom ele era mais parecido com um feijão do que um bebê.
Foi a emoção mais linda e intensa da minha vida, e olha que eu já tinha vivido isso com a minha irmã nas duas gravidezes dela, e eu sempre me emocionei bastante, mas quando é o seu filho, não sei como, mas a emoção é imensamente maior.
Graças a Deus está tudo em ordem com o bebê, não parou de mexer um minuto sequer, até lambeu as mãozinhas.
Insistimos pra médica tentar ver se descobria o sexo, ela disse que ainda é cedo, mas conseguimos ver direitinho um pequeno pênis, ela disse que muito provavelmente é um menino, mas que temos que esperar mais para confirmar.
Pra mim e pro Lipe na verdade pouco importa, menino ou menina. Mas, eu queria muito dar um netinho pro meu pai, sempre fiquei com isso na cabeça, por isso eu vibrei quando ela falou da possibilidade de ser um meninão.
Vamos aguardar.
Enfim, que alegria é poder ver nosso pequeno baby, foi a primeira vez que o vimos de fato, porque na primeira e última ultrassom ele era mais parecido com um feijão do que um bebê.
Foi a emoção mais linda e intensa da minha vida, e olha que eu já tinha vivido isso com a minha irmã nas duas gravidezes dela, e eu sempre me emocionei bastante, mas quando é o seu filho, não sei como, mas a emoção é imensamente maior.
Graças a Deus está tudo em ordem com o bebê, não parou de mexer um minuto sequer, até lambeu as mãozinhas.
Insistimos pra médica tentar ver se descobria o sexo, ela disse que ainda é cedo, mas conseguimos ver direitinho um pequeno pênis, ela disse que muito provavelmente é um menino, mas que temos que esperar mais para confirmar.
Pra mim e pro Lipe na verdade pouco importa, menino ou menina. Mas, eu queria muito dar um netinho pro meu pai, sempre fiquei com isso na cabeça, por isso eu vibrei quando ela falou da possibilidade de ser um meninão.
Vamos aguardar.
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
Curtindo o fim de semana
Ahh esse final de semana foi uma delícia. No sábado convidamos alguns amigos para virem tomar um café ao estilo mineiro aqui em casa.
Assei pão de queijo, fiz bolo de fubá, comprei pão francês e fiz o cafézinho Cajubá que eu trouxe de Uberlândia.
Nossos amigos (entre eles Paulistas e cariocas) amaram!! Até disseram que minha casa tava parecendo casa de vó, tudo que eles queriam comer tinha e com muita fartura graças a Deus!!!
domingo, 16 de novembro de 2014
Spaguete ao açafrão
Minha cunhada Marina comentou comigo no telefone esses dias que ela sempre faz macarrão com açafrão porque os meninos adoram.
Quando ela disse isso, eu pensei: Ta aí uma ideia pra eu fazer também!!
Fiz e ficou uma delícia, olha que lindo meu prato:
![]() |
| Spaguete ao Açafrão e salada de Rúcula, Espinafre e Tomate cereja. |
Receita:
. 1 pacote de 500g de Spaguete
. 1 cebola bem picadinha
. 1 colherzinha de alho já picado
. Azeite de Oliva
. Orégano a gosto
. 1 colher de sobremesa de Açafrão
. 4 tomates picados
. Cebolinha para finalizar
Mode de preparo:
Cozinhe o macarrão com um pouco de sal até que fique naquele ponto aldente. Escorra e reserve.
Em uma panela refogue o alho e a cebola no Azeite de Oliva até que a cebola dê uma coradinha de leve, coloque o Açafrão e um pouco de orégano mexa um pouco e jogue o macarrão por cima dessa mistura, misture bem para que todo o macarrão fique amarelinho. Acrescente os tomates e vá acertando o sal e por ultimo a cebolinha!!!
Ficou divivo!!!
A fase inicial da gravidez
Hoje, segunda-feira dia 17 de Novembro, estou entrando na semana 12 de gestação, ou seja, falta 1 semana para entrar no mês 4!!!!!
Quase 4 meses de gestação, ja????
Passa tão rápido ne?
Mas, sabe que eu dou graças a Deus por ter passado assim tão rápido?!
No primeiro mês eu não senti nada, apenas os meus seios muito doloridos e crescendo assustadoramente (ou encantadoramente kkk). Mas, foi só entrar na semana 5 ou seja, o segundo mês, o terrível enjoo começou com força total. Sempre acompanhei grávidas, como minha irmã, tias, cunhada etc.... sempre vi elas reclamando dessa fase, mas quando é nos outros parece ser simples demais kkkkkk...... ainda bem que nunca critiquei nenhuma grávida, se não, eu estaria pagando uma língua muitoo bem paga.
Até quase que o final da semana 10 sentir cheiros era terrível, mudamos para um apto que fedia comida indiana e eu não suportava nem ficar em casa. Não conseguia comer nada, mas a fome chegava a doer e eu passava muito mal se meu estômago ficasse vazio. Então, sempre, a cada refeição eu chegava a chorar por não conseguir comer, e empurrava a comida pra dentro. E a fraqueza? Falta de força, energia, todos esse enjoo gera uma irritação, um cansaço.
Verduras? Legumes? NEM PENSAR. Só de pensar em comer um brócolis eu queria vomitar. Por isso nesse período eu liberei o que desse vontade de comer, voltei a comer pequenos pedaços de carne para repor as vitaminas dos legumes que eu não estava comendo. Mas, a carne me dava um nojo, eu comia e ja sentia aquela repulsa de estar comendo. Ou seja, oooooo período difícil esse.
A cada momento eu tentava focar no meu bebê, e o quanto ele foi sonhado e planejado, mas, mesmo assim, passando mal é difícil sorrir kkkkk.
No início da semana 11 meio que como num passe de mágica os enjoos passaram, não totalmente, mas uns 90%!!!! Motivos para soltar fogos de tanta felicidade!
Agora já voltei a me alimentar 100% de forma vegetariana, comendo bastante legumes, verduras, grãos. Voltei a cozinhar e a cada dia que passo consigo me sentir mais mãe, mais feliz e já fazendo planos.
Bem que todo mundo me avisava para ter paciência que essa fase passaria, tem que esperar.
Essa semana tenho a ultrassom das 12 semanas e estou tãooooo empolgada, louca pra ver nosso bebê, saber se ele está bem e ver se já da pra visualizar o sexo!!!!
Quase 4 meses de gestação, ja????
Passa tão rápido ne?
Mas, sabe que eu dou graças a Deus por ter passado assim tão rápido?!
No primeiro mês eu não senti nada, apenas os meus seios muito doloridos e crescendo assustadoramente (ou encantadoramente kkk). Mas, foi só entrar na semana 5 ou seja, o segundo mês, o terrível enjoo começou com força total. Sempre acompanhei grávidas, como minha irmã, tias, cunhada etc.... sempre vi elas reclamando dessa fase, mas quando é nos outros parece ser simples demais kkkkkk...... ainda bem que nunca critiquei nenhuma grávida, se não, eu estaria pagando uma língua muitoo bem paga.
Até quase que o final da semana 10 sentir cheiros era terrível, mudamos para um apto que fedia comida indiana e eu não suportava nem ficar em casa. Não conseguia comer nada, mas a fome chegava a doer e eu passava muito mal se meu estômago ficasse vazio. Então, sempre, a cada refeição eu chegava a chorar por não conseguir comer, e empurrava a comida pra dentro. E a fraqueza? Falta de força, energia, todos esse enjoo gera uma irritação, um cansaço.
Verduras? Legumes? NEM PENSAR. Só de pensar em comer um brócolis eu queria vomitar. Por isso nesse período eu liberei o que desse vontade de comer, voltei a comer pequenos pedaços de carne para repor as vitaminas dos legumes que eu não estava comendo. Mas, a carne me dava um nojo, eu comia e ja sentia aquela repulsa de estar comendo. Ou seja, oooooo período difícil esse.
A cada momento eu tentava focar no meu bebê, e o quanto ele foi sonhado e planejado, mas, mesmo assim, passando mal é difícil sorrir kkkkk.
No início da semana 11 meio que como num passe de mágica os enjoos passaram, não totalmente, mas uns 90%!!!! Motivos para soltar fogos de tanta felicidade!
Agora já voltei a me alimentar 100% de forma vegetariana, comendo bastante legumes, verduras, grãos. Voltei a cozinhar e a cada dia que passo consigo me sentir mais mãe, mais feliz e já fazendo planos.
Bem que todo mundo me avisava para ter paciência que essa fase passaria, tem que esperar.
Essa semana tenho a ultrassom das 12 semanas e estou tãooooo empolgada, louca pra ver nosso bebê, saber se ele está bem e ver se já da pra visualizar o sexo!!!!
![]() |
| Indo trabalhar com o papai no Domingão. |
![]() |
| Barriguinha de 11 semanas |
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Contando pro papai
Fiz o teste numa terça-feira a noite e
quando deu positivo fiquei louca de tão feliz, mas eu não havia preparado nada
e não queria contar pro Lipe de qualquer jeito. Resolvi guardar segredo até o
próximo dia, assim eu teria tempo de bolar algo especial.
(Nem vou comentar aqui como foi difícil
disfarçar a felicidade).
Na quarta-feira antes de ir pro trabalho
comprei um sapatinho mais fofo estilo Australiano e um cartão, o meu plano era
deixar o sapatinho com o cartão na sapateira, ao lado do tênis dele, assim, na
quinta-feira de manhã quando ele fosse trabalhar ele veria a surpresa. Mas, eu
pensei: coitado, ele só sai atrasado de casa, pensa o susto que ele vai levar,
ainda vai perder o trem, não vai conseguir concentrar no trabalho e também não
achei justo ele descobrir que vai ser pai e já ter que correr pra trabalhar.
Por isso resolvi colocar a surpresa do lado
da nossa cama na quarta-feira a noite, ao lado do chinelo dele….. quando ele
chegou no quarto e viu, ficou todo emocionado, disse: Mentira?! Kkkkkk
Valeu a pena ter esperado!!
Os rumos da vida
No final do ano passado, quando recebi a
notícia de que minha mãe estava com câncer metastático com prognóstico de 6
meses de vida, claro, o meu mundo caiu. Depois que eu consegui recuperar a
minha sanidade, eu me dei conta de que a minha mãe morreria sem conhecer um
filho meu, e que meu filho não teria o prazer de conhecer a super maravilhosa
vovó Lalá.
Me lembro que isso ficou martelando na
minha cabeça por um longo tempo, eu me sentia culpada por privar ambos (meus
filhos e minha mãe) de se conhecerem e se amarem, eu já estava com 4 anos de
casada, porque eu esperei tanto tempo….. e assim foi até que eu resolve tirar o
DIU em Janeiro deste ano.
Cheguei a pensar em tentar engravidar bem
no comecinho do ano, assim pelo menos minha mãe poderia curtir minha gravidez,
mas seria pura insanidade, pois ela estava tão debilitada e eu tinha que estar
100% para cuidar bem dela.
Sendo assim, conversei com o Lipe e tomamos
a decisão, assim que toda a tempestade terminasse iríamos tentar engravidar, porque
sempre adiamos esse passo devido as circunstâncias de morar fora, ainda não ter
um visto permanente na Australia…. Desculpas e desculpas irrelevantes.
A descoberta
Uma bela noite eu sonhei com a minha mãe.
Eu estava entrando em uma casa que parecia ser a casa da minha amiga Monica na
antiga 16 do bairro Santa Mônica. Alguém abriu o portão pra mim e quando eu
olhei, era a minha mãe, toda emocionada e muito iluminada. Me lembro direitinho
da minha reação, primeiramente fiquei sem ar e depois chorando muito eu a abracei
dizendo que não acreditava que ela tinha voltado…. Foi só o que eu consegui
dizer, enquanto a abraçava de uma maneira deliciosa. De repente ela sumiu, eu
tive a sensação que ela entrou dentro de mim naquele abraço. Eu fiquei olhando
em volta, mas ela tinha mesmo ido.
Na manhã seguinte eu acordei muito
emocionada, mas nem um pouco triste, eu senti que não foi um sonho, foi
realmente um encontro, pois sempre nas minhas orações eu vinha pedindo a Deus
que me permitisse encontra-la assim que ambas estivéssemos prontas. E assim a
paz tomou conta do meu dia, chorei emocionada e me lembrando de tudo.
Ao longo desse dia comecei a sentir algumas
mudanças no meu corpo, e fiquei com o sonho na cabeça o tempo todo e meio que a
minha intuição me disse que aquele encontro com a minha mãe queria me dizer que
ela estava me abraçando por eu estar grávida…. Não sei como explicar, eu senti.
Resolvi ir na farmácia, e quando fiz o teste…. POSITIVO!
Nem tenho palavras para continuar a
escrever sobre esse dia…. Acho que também nem precisa ne? Deus é maravilhoso, e
me deu a oportunidade de receber aquele abraço de amor tão grande da minha mãe,
e me sentir protegida e abençoada por ela!
O tempo de Deus
Deus foi tão maravilhoso conosco, que na
primeira tentativa fomos premiado com o presente mais abençoado do mundo! Todo
mundo me falava: ahh quem dera se a gente quisesse engravidar e fosse sempre
rapido assim, leva um tempo para conseguir……e como eu sei que nada é
coincidência, fiquei muito feliz por saber que o tempo de Deus casou certinho
com o meu!
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
A novela da vida real
Quando eu retornei ao trabalho no Café, meu chefe me disse que a Sara (uma menina da Espanha que trabalha conosco) também teve um problema com seu pai e teve que ir correndo pra Espanha em Abril desse ano. Fiquei curiosa em saber o que houve, mas preferi perguntar diretamente pra ela assim que trabalhássemos juntas.
Hoje, eu perguntei a ela como estava seu pai. Ela me olhou com uma cara de assustada e me disse que ele tinha morrido, e por isso ela foi pra Espanha e ficou 2 meses e meio lá.
Eu disse que sentia muito, que minha mãe também tinha morrido e assim o assunto acabou.
Percebi que ela ficou muito incomodada com o assunto e fiquei matutando se eu deveria pedir desculpas ou simplesmente deixar pra lá.
De repente, ela veio me contar como tudo aconteceu: seu pai estava esperando o trem e não sei exatamente o que houve, se ele caiu no trilho sei la, mas o trem pegou ele e ele morreu.
Fiquei muito surpresa com a história, ela encheu os olhos de lágrimas e começou a desabafar, eu tbm me emocionei e contei pra ela como tinha sido a minha história. Fiquei muito comovida, porque foi um trauma muito grande pra família dela.
Enfim, acabei me sentindo a vontade para desabafar, entre várias coisas, eu disse a ela o quanto me incomodava os meus "amigos" daqui não quererem falar sobre isso comigo. Desde que eu cheguei, eu esperava que ao reencontrar as pessoas, elas me perguntassem como eu estava, como tinha sido tudo, sei lá, se demonstrassem interessadas na minha dor. Mas, isso nunca aconteceu, as pessoas simplesmente nao tocam no assunto, é como se eu tivesse ido passar férias no brasil e voltado, como se eu tivesse que ser completamente normal, sem marcas, sem traumas, sem feridas ainda expostas....
Foi quando ela chorando me disse que sabia exatamente o que eu estava falando, ela começou a expor o que acontecia com ela e eu tambem fui me identificando... As duas chorando....
Pra mim foi tão bom, mas taaaaoo bom poder encontrar alguém que realmente me entenda, que sabe que eu não estou querendo chamar atenção ou me fazer de coitadinha, eu simplesmente não aguento mais ser forte o tempo todp, e a ferida ainda esta aberta, cicatrizando, mas ainda dói. E eu quero falar sobre isso, porque as pessoas não vêem isso?
Por isso sinto tanta falta dos meus amigos, aqueles que me conhecem, que realmente se importam comigo. Espero construir amizades (verdadeiras) por aqui logo.
Mas, enfim, não estou triste e muito menos deprimida, estou muitooo feliz e agradecida a Deus por essa conversa aliviadora com a Sara.
domingo, 21 de setembro de 2014
Nada é coincidência
Quando eu voltei pra Sydney em Agosto deste ano, a minha tia Nanda selecionou uns 12 livros espíritas e me emprestou para que eu continuasse os meus estudos.
Ela tem uma variedade infinita de livros, eu nem saberia dizer quantos, é uma verdadeira biblioteca.
Fiquei em dúvida sem saber por qual começar, até que decidi ler Tudo tem seu preço da Zibia Gasparetto.
Já o terminei de ler, e a cada página que eu lia eu me emocionava com a claridade com que o livro conversava comigo, dentro das minhas necessidades e dificuldades do momento.
Tenho certeza que meu anjo guardião quem guiou as mão da tia Nanda e logo em seguida guiou as minhas para começar meus estudos por ele.
A retomada da minha caminhada não tem sido fácil, cada dia uma luta para me manter firme, feliz, com fé, tendo paz e equilíbrio. Muitas coisas mudaram não só no Brasil, mas aqui em Sydney também, e eu ainda não consegui me adaptar tão bem à elas.
Por isso me emociono, esse livro me manteve e me mantem em pleno equilíbrio, clareia os meus pensamentos e enxe meu coração de luz!
Obrigada tia Nanda por ser essa ponte de luz!
* super recomendo a leitura desse romance espírita!
sábado, 20 de setembro de 2014
Alívio no coração
Meu pai está se recuperando bem graças a Deus!
Tem se alimentado até bem demais segundo ele, sentindo o gosto dos alimentos e até conseguindo pensar no futuro!!
Isso me deixa tão feliz!!! Ganhei o meu domingão de sol!
Se Deus permitir, agora vai ficar tudo bem!!!
Agora é só a agradecer! Pelas melhoras, pelos anjos que Deus está colocando nos caminhos para nos ajudar (Dani, tia Nanda, Tio Manoel, tia Sonia, Fatima, tia Adelaide, vovó Glória e principalmente a Monica que eu ainda não tive o prazer de conhecer pessoalmente, mas que está em minhas orações todos os dias!).
Fazendo Cafés na Austrália
Como assim? Faz cafés?
Aqui na Austrália como em vários países as pessoas são apaixonadas em café. So que eles bebem mais com leite, chocolate. Existem diversas opções e eles são feitos em máquinas de café.
Parece ser fácil, mas não é.
Por exemplo, o Flat White leva um shot de café expresso e o resto completa com leite quente normal. Já o capuccino, leva 1shot de café e o resto de leite cremoso e chocolate em pó em cima. O problema é achar o ponto certo desse leite cremoso. Affff difícil demais, e ainda tem o Latte, o Mocha, Chai Latte, Picolo, Machiato, Long Black, Espresso e assim vai.
A minha gerente no Café resolveu investir em mim, e ao invés deeu ter que pagar para fazer o curso de Barista, ela chamou uma pessoa pra me ensinar no meu horário de trabalho, ou seja, além de não pagar pelo curso eu ainda recebi 😂 ... Bom demais da conta.
Ja estou fazendo cafés para os clientes, mas quando está muitooo cheio de clientes eu ainda não dou conta, mas ja ja eu chego lá!
Eu estou bem animada pois é uma profissão bem reconhecida aqui pela galera, pagam bem e sem contar q vc terá emprego garantido em qualquer lugar do mundo se vc souber fazer um bom café!!!
Só tenho tido motivos para agradecer a Deus por tantas oportunidades!
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
A saudade sem fim
Cheguei, aqui, aonde eu chamo de casa.
Estou aonde queria estar, ao lado da pessoa que eu nunca quis me separar,
enfim, depois de muito sonhar, aqui estou.
Mas,
falta alguma coisa, faltou aquele brilho ao descer do avião,
faltou a emoção ao abraçar o meu amor na minha casa,
faltou aquele sorriso sincero de felicidade,
me faltou a verdadeira paz.
Tudo continua lindo,
mas, os meus olhos estão muito diferentes agora.
Esse imenso vazio, chega a me sufocar e me faz sentir perdida,
eu não sei pra onde eu quero ir e muito menos o que eu quero fazer.
Eu sempre soube a mãe que eu tinha,
com todos os seus defeitos de ser humano, de espírito em evolução,
e sem dúvida a melhor mãe do mundo.
Mas, só agora eu pude me dar conta da mulher que ela foi,
sim, porque eu sempre foquei muito na mãe e esqueci de observar a mulher.
Muitas coisas podem ser ditas sobre ela, mas a mais marcante era a vontade dela de ser feliz,
ela era intensa em tudo o que fazia, quando estava feliz ela queria estar MUITO feliz, quando ela saia para bebemorar, ela queria beber MUITO, quando ela queria dançar ela dançava MUITO, quando ela tinha ressaca, ela tinha MUITA ressaca e quando ela queria chorar ela chorava MUITO e quando ela precisava ficar quetinha, pensando na vida, ela ficava MUITO quetinha no seu canto, sem sair de casa.
As vezes enquanto filha, esses excessos me incomodavam bastante, porque eu nunca pude vê-la como era, eu estava muito ocupada com o meu egoísmo de filha, observando a mãe.
Ainda bem, que depois que cresci, me casei e tive sobrinhos, eu entendi que a mãe nada mais é do que uma simples mulher que assim como todos os seres humanos busca a felicidade, mas que acima de tudo gerou um ser que ela ama mais do que a si próprio, mas que isso não quer dizer que ela tenha que ser perfeita em tudo, até porque, só quem conseguiu ser perfeito foi Deus.
Então aos poucos, pude viver um pouco desses excessos ao lado dela. Mesmo morando longe no último ano, a gente conversava todos os dias pelo skype e era incrível a nossa sintonia, sempre ajudando uma a outra, nunca imaginamos que juntas choraríamos tanto online, e eu sou muito feliz por lembrar o quanto ela confiou em mim.
E eu acho, que por essas e outras,
voltar a Sydney não foi como da primeira vez,
por mais espírita que eu seja, e por mais que eu estude,
ainda é tudo muito recente.
Não tenho mais aquela certeza dentro do meu peito que me enchia de confiança por saber que TUDO podia dar errado e que eu poderia correr pros braços dela e tudo ficaria salvo.
Perceber que eu perdi a pessoa que mais me amava no mundo me deixou vazia,
precisando recuperar as forças para seguir adiante.
Por mais que eu soubesse a pessoa maravilhosa que ela era,
eu nunca imaginei que sentiria tanto a sua falta como sinto hoje.
Estou aonde queria estar, ao lado da pessoa que eu nunca quis me separar,
enfim, depois de muito sonhar, aqui estou.
Mas,
falta alguma coisa, faltou aquele brilho ao descer do avião,
faltou a emoção ao abraçar o meu amor na minha casa,
faltou aquele sorriso sincero de felicidade,
me faltou a verdadeira paz.
Tudo continua lindo,
mas, os meus olhos estão muito diferentes agora.
Esse imenso vazio, chega a me sufocar e me faz sentir perdida,
eu não sei pra onde eu quero ir e muito menos o que eu quero fazer.
Eu sempre soube a mãe que eu tinha,
com todos os seus defeitos de ser humano, de espírito em evolução,
e sem dúvida a melhor mãe do mundo.
Mas, só agora eu pude me dar conta da mulher que ela foi,
sim, porque eu sempre foquei muito na mãe e esqueci de observar a mulher.
Muitas coisas podem ser ditas sobre ela, mas a mais marcante era a vontade dela de ser feliz,
ela era intensa em tudo o que fazia, quando estava feliz ela queria estar MUITO feliz, quando ela saia para bebemorar, ela queria beber MUITO, quando ela queria dançar ela dançava MUITO, quando ela tinha ressaca, ela tinha MUITA ressaca e quando ela queria chorar ela chorava MUITO e quando ela precisava ficar quetinha, pensando na vida, ela ficava MUITO quetinha no seu canto, sem sair de casa.
As vezes enquanto filha, esses excessos me incomodavam bastante, porque eu nunca pude vê-la como era, eu estava muito ocupada com o meu egoísmo de filha, observando a mãe.
Ainda bem, que depois que cresci, me casei e tive sobrinhos, eu entendi que a mãe nada mais é do que uma simples mulher que assim como todos os seres humanos busca a felicidade, mas que acima de tudo gerou um ser que ela ama mais do que a si próprio, mas que isso não quer dizer que ela tenha que ser perfeita em tudo, até porque, só quem conseguiu ser perfeito foi Deus.
Então aos poucos, pude viver um pouco desses excessos ao lado dela. Mesmo morando longe no último ano, a gente conversava todos os dias pelo skype e era incrível a nossa sintonia, sempre ajudando uma a outra, nunca imaginamos que juntas choraríamos tanto online, e eu sou muito feliz por lembrar o quanto ela confiou em mim.
E eu acho, que por essas e outras,
voltar a Sydney não foi como da primeira vez,
por mais espírita que eu seja, e por mais que eu estude,
ainda é tudo muito recente.
Não tenho mais aquela certeza dentro do meu peito que me enchia de confiança por saber que TUDO podia dar errado e que eu poderia correr pros braços dela e tudo ficaria salvo.
Perceber que eu perdi a pessoa que mais me amava no mundo me deixou vazia,
precisando recuperar as forças para seguir adiante.
Por mais que eu soubesse a pessoa maravilhosa que ela era,
eu nunca imaginei que sentiria tanto a sua falta como sinto hoje.
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