quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Feliz ano novo

Adeus ano velho, feliz ano novo, que tudo se realize no ano que vai nascer! Muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender!!!

Adoro essa música!
Esse ano passamos o reveillon acampados em Kioloa Beach (há uns 260KM ao Sul de Sydney). Fomos no dia 26/12 e voltamos dia 02/01. Foi tudo maravilhoso, além dos amigos queridos, conhecemos novas pessoas, a maioria do Sul do Brasil.
A Lara adorou acampar e não deu trabalho nenhum. Nossa pequena é uma grande parceira.






No momento da virada, estávamos reunidos no Camping comemorando como de costume. A Lara já estava dormindo há horas. 00:00 pudemos assistir alguns fogos pois nosso camping era na praia. Tudo muito simples, mas nesse momento a lembrança dos meus pais bateu muito forte, senti uma dor imensa no peito, como se minha ficha caísse de que eles não estão mais aqui. Quase todos os anos assistíamos juntos a queima de fogos em Cabo Frio, meus pais amavam réveillon e nós curtíamos como se não houvesse amanhã. Era a noite mais esperada do ano. Nos reuníamos na Praia do Forte e ali brindávamos a felicidade, agradecíamos pelo ano que passou e fazíamos nossos pedidos. Me lembro que sempre nos emocionávamos ao nos abraçar desejando Feliz ano novo. Era um amor tão forte, parceiro, pais amigos ali curtindo...... isso tudo veio a tona muito rápido, ainda bem que o Lipe estava ali ao meu lado. Nos isolamos do pessoal e eu me permiti chorar e chorar. Fiquei ali uns 5 minutos só olhando os fogos e chorando, enquanto um filme de todos os réveillons com os meus pais passava na minha cabeça. Conversei com eles em pensamento e agradeci por terem me mostrado um mundo feliz e memorável. Como eu os amo e como sinto falta..... putz..... respirei fundo e segui com a comemoração leve e feliz, porque por mais triste que seja a ausência deles, as marcas e lembranças de momentos felizes sempre são maiores e mais fortes!!!

Fotos de um desses réveillons em Cabo Frio (2007-08)






E que 2016 seja leve, sereno, repleto de saúde, paz, harmonia, evolução moral e espiritual. Que o Universo seja generoso e que nos traga só alegrias, por favor!!!



terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Pois é pai...

Tudo foi tão insanamente rápido, mas ao mesmo tempo sua luta foi muito longa e árdua.
Me lembro de uma manhã de Julho (2015) fechando nossas passagens para passar o Natal no Brasil, eu me sentia como uma criança que ganha aquele tão desejado brinquedo, sem conseguir esconder minha felicidade, avisei todos os familiares e fiz milhares de planos. Até me esqueci de que nenhum planejamento meu havia dado certo no ano anterior.
A notícia de que o meu pai estava enfim se tratando com o tal remédio milagroso que conseguiu através da Justiça me enchia o peito de esperança e positividade, a cura da Hepatite C estava logo ali, eu já podia sentir o cheirinho da vitória. Imaginava que em Janeiro de 2016 quem sabe o meu pai não poderia vir conosco pra Australia, já pensou??? Ele vai pirar aqui (eu pensava toda feliz).

Foi quando em Agosto recebemos o murro na cara. O câncer dele voltou, e infelizmente, muito mais agressivo que o anterior. Estimativa de vida? hum.. difícil falar (disse o médico). Pesquisei incansavelmente no Google e gelei quando li: de 2 semanas a 2 meses de vida.
COMO ASSIM????
Ele estava indo bem, lutando com todas as suas forças, tomando o tal remédio que iria cura-lo e agora  vocês me vêm com essa???

E mais uma vez, a corrida contra o tempo a procura de remarcação de passagem para o Brasil. O pânico tomava conta de mim, acabei de perder minha mãe, o meu coração ainda nem tinha se reconstruído, estava todo despedaçado. E agora, ainda tenho a Lara, 2 meses e meio de vida.... e eu não tenho outra escolha, preciso mais uma vez ser forte.
A angústia era grande, não conseguia encaixe nos vôos mais próximos, e eu gelava só de pensar que ele poderia morrer sem conhecer a minha filha e sem eu vê-lo uma última vez.
Mas, Deus é Pai e nunca nos abandona. Chegamos ao Brasil!

Ele estava internado, quando o vi, custei a engolir o nó na garganta. Ele estava pele e osso literalmente, aquele não era meu pai. Seu rosto emocionado de me ver, logo se levantou da cama com muito esforço e me abraçou. Não conseguimos segurar as lágrimas de emoção pelo reencontro, mas de muita dor pela pancada que o destino nos deu. Foi surreal abraçar aquele corpo ossudo, não tinha calor, o meu braço conseguia dar voltas em seu corpo, e foi aqui que me lembrei de que ele era um paciente terminal.
........... (muitos nós na garganta).
Um filme se repetia na minha mente. E eu, com muita revolta pensei: Tudo de novo meu Deus? Por que?

...... assim os dias se passaram....

No dia 27 de Outubro, acordei, estávamos todos muito exaustos, meu pai não estava bem ha alguns dias, por isso revezávamos a noite com ele.
Eu sentia que ele já estava sendo desligado espiritualmente, mas algo o prendia ali, naquele corpo físico.
Depois do meu café da manhã, conversei com a minha madrinha que estava conosco, e pedi para que ela me ajudasse a conversar com ele (que já estava completamente inconsciente), pois eu não sabia como dizer ao meu pai que ele podia partir tranquilamente, o meu coração queria, mas minha boca não se movia, como que num estado de choque.
E assim, conversamos com ele, pedimos para ele descansar, que aqui ficaria tudo bem, cuidaríamos de tudo com muito amor. Agradeci por tudo e o expliquei como seria a passagem para o plano espiritual para que ele não tivesse medo. Choramos muito, me senti num filme, parecia que aquilo ali não estava acontecendo comigo.
Umas duas horas depois, resolvemos interna-lo. E enquanto eu e minha irmã ligávamos para o hospital agendando a internação, a enfermeira que cuidava do meu pai em casa veio até a cozinha e disse que sua oxigenação estava baixíssima e sua saturação nem conseguia ser medida. Fomos até o quarto e averiguamos de que o momento estava próximo (pois o médico já havia nos explicado como tudo aconteceria).
Depois de um tempo voltamos pra cozinha para agilizar a ambulância, quando a enfermeira chegou correndo: "os batimentos cardíacos estão parando".
Me lembro que minha irmã estava com o médico dele na linha, ela disse com uma voz trêmula: "Ai Dr. Silvio, acho que ele morreu." Desligou o telefone e corremos para o quarto.

Ele ainda estava com os olhos abertos, mas realmente, ele havia partido. Todas chorávamos muito, quando eu senti a necessidade de orar pra ele. Assim como com a minha mãe, eu respirei fundo, peguei o evangelho segundo o espiritismo e fiz a Oração para os que acabam de desencarnar. Logo em seguida conversei mais uma vez com ele: "Vai com Deus pai, obrigada por tudo, me perdoe por qualquer coisa e receba aqui também o meu perdão. Não se assuste, você agora está retornando ao plano espiritual, tenho certeza de que muitos conhecidos seus desencarnados estão aqui presentes para te acompanhar. Descanse em paz".

......... e assim ele se foi. Assim, perdemos nosso pai. Assim, nossos corações que já se encontravam debilitados, levou mais uma rasteira da vida.
E agora?
Agora a vida segue, não se tem mais o que fazer. A vida segue pra nós e pra eles que estão de volta ao lar.
E a saudade, essa vai existir pra sempre, e como tudo na vida, nós aprenderemos a lidar com ela.

domingo, 23 de agosto de 2015

Vida de mãe

Putz, agora eu sou mãe.
Chega a dar um frio na barriga, literalmente.

Hoje em dia eu sou do tipo "vou vivendo a vida". Adoro fazer planos e acho que eles nos mantêm focados em seguir a diante. Mas, hoje eu faço um pouco como a nossa querida (ironia) presidenta Dilma: Deixo a meta aberta, e quando eu atingir a meta eu dobro ela.
Descobri que assim a vida fica mais leve, mais tranquila. Mantenho minha fé e meus pensamentos positivos, sempre esperando que o melhor aconteça, e ao mesmo tempo preparada para enfrentar qualquer dificuldade e contra tempo que aparecer.

Por isso, tenho achado a maternidade uma delícia. Tem os dias de glória e os dias de luta, como tudo nessa vida. A verdade é que não tem nada demais. A não ser esse amor infinito.
Quando surgem as dificuldades procuro respirar fundo e manter a calma. Claro, que como um ser em evolução que sou, nem sempre consigo, mas estou sempre me esforçando.
A decisão de vir morar do outro lado do oceano e tão longe da família nos traz consequências positivas e negativas. De ambos os lados, elas são inúmeras, mas uma negativa que tem pesado ultimamente é o cansaço, não ter com quem deixar a Lara para eu dar uma descansada, ou a vovó cozinhando pra nós torna o meu trabalho mais árduo. Cuidar da Lara, da casa, fazer comida, dar atenção ao marido, fazer uma atividade física..... na maioria dos dias tenho conseguido, mas tem dias que eu só consigo cuidar da Lara, o resto fica perdido kkkk

Enfim, estou amando ser mãe desse ser abençoado que é a Lara! Não troco esse momento por nenhum outro. E não vejo a hora de irmos ao Brasil para que ela conheça a nossa família!

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Bolinho de arroz integral com lentilhas e tofú

Sempre comi lentilhas nas viradas do ano, mas, desde que virei vegetariana que eu me tornei uma grande fã dessa leguminosa.

"A lentilha é um alimento com ótimo valor nutricional, rico principalmente nas vitaminas A, C e do complexo B (como tiamina e a riboflavina), em potássio e em ácido fólico. “Em meia xícara de lentilha cozida, que possui apenas 60 kcal, você encontra ainda 4 g de proteína, o que equivale de 15 a 18% das doses diárias recomendadas”, - 
See more at: http://www.revistavegetarianos.com.br/noticias/lentilha-uma-leguminosa-versatil-que-pode-trazer-muita-saude-na-alimentacao-diaria/#sthash.xj8Z65JB.dpuf

E hoje testamos uma receita super simples e saudável, ficou uma delícia!!!



Ingredientes:

- Arroz com lentilhas (pegamos o que sobrou do reveillon, eu havia guardado na geladeira então estava ainda fresquinho. No nosso caso, utilizamos o arroz integral que tem mais valores nutricionais do que o branco, mas tanto faz).
- Tofu (queijo de soja)
- Temperos: Pimenta do reino + Pó de cebola (não sei como chama isso no Brasil, aqui chama Onion Powder) + Pó de alho + Manjericão + Noz moscada.

** Eu não medi nada, fui fazendo tudo de olho. O importante é não ficar uma consistência muito mole para que vc consiga fazer as bolinhas e colocar pra assar.

Modo de Preparo:

- Em uma tigela amasse o tofu com um garfo, depois junte todo o arroz com lentilhas e vai amassando e misturando bem. Se achar que ta muito seco (muito arroz) coloque mais tofu. Vá adicionando os temperos a gosto. Caso tenha algum tempero que vc não goste, não precisa colocar, e claro, vc pode adicionar os que vc preferir. Caso seja necessário coloque sal.
- Coloque azeite nas mãos e faça as bolinhas no formato que preferir (fizemos em formato de quibe).
*Caso prefira, passe o azeite nas bolinhas com um pincel, como não temos pincel, fizemos dessa forma.
- Pre aqueça o forno a 180 graus e coloque para assar, cerca de 30 minutos dependendo da potência do forno.

Pronto, uma sugestão de acompanhamento é salada e mandioca cozida!

Rapidinho de fazer, não faz bagunça na cozinha, quase zero de gordura e muitoooo nutritivo!

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

16-06-2014

Naquela segunda-feira eu acordei pela manhã e alguma coisa me dizia que aquele dia não seria muito bom.
Mas, mesmo assim, eu tomei um banho correndo, engoli um café da manhã (sem apetite) e saí a procura de uma floricultura. Eram 8 horas da manhã, e depois de 2 tentativas, consegui achar.
Estava em dúvida. Qual flor deveria eu escolher? Tinha que ser a mais linda, mas meus olhos estavam tensos, eu tremia, e meio que achava tudo sem graça. Sem muito tempo para pensar, escolhi um arranjo de orquídeas que meu coração me direcionou e corri para o hospital.
O céu estava cinza, o sol estava escondido. Era dia 16 de junho de 2014.
Cheguei no quarto dela e cantamos parabéns, nessa hora meu coração estava muito feliz, mas ao mesmo tempo em pânico, a voz falhava e a garganta apertava e o choro teimava em escorrer pelo nosso rosto que disfarçava a dor com sorrisos, tentando passar segurança pra ela.
Ela me reconheceu quando eu cheguei e eu pude notar sua carinha de feliz ao ver as flores e os parabéns. Mas, foi bem rápido, pois logo ela já perdeu a lucidez.
Foi o parabéns mais estranho da minha vida. Nós cantávamos mais um ano de vida, sabendo que seria o último dia dela.
As enfermeiras vieram, fizemos uma mini festa ali, mas a aniversariante já não estava mais presente espiritualmente. O corpo sim, ainda lutava bravamente, mas eu sentia que seu espírito já estava se desprendendo da matéria porque ela não nos reconhecia mais, gritava muito, retorcia os olhos..... nem gosto de lembrar.

Depois desse breve momento, eu mal consegui ficar no quarto, ver ela daquele jeito me doía. Eu fui forte durante todos os 6 meses em que ela precisou de mim, mesmo com o coração sangrando eu nunca a deixei, mas nesse dia, eu não consegui, não sei explicar, mas eu só ia no quarto, ficava cinco minutos, rezava e ia pra pracinha do hospital. Me sentia perdida, tendo que ser forte, mas não via a hora de poder sair correndo e só chorar, e sentir a minha dor.

E depois de horas e horas de angústia, ela fechou os olhos e partiu. Eu tinha acabado de sair do quarto para ver os meus sogros na recepção do hospital. Quando eu abracei a minha sogra, minha irmã chegou com aquela carinho dela de choro e disse: "Irmã, vem", me fazendo um sinal positivo com a cabeça, como quem diz: "sim, ela se foi".
Segurei na mão dela e voltamos correndo para o quarto, aonde se encontravam os irmãos, cunhadas, meu pai e minha vó. O médico e a assistente social também estavam lá conferindo os sinais vitais. Minha avó em pânico, dizendo que ela ainda não tinha morrido, que o médico deveria checar bem.
E quando terminou, eu pedi aos enfermeiros que deixassem apenas os familiares no quarto. Fechei a porta, peguei o evangelho e li a oração dos que acabam de desencarnar.
Eu juro por Deus, que eu não sei de onde tirei forças para ler todo aquele lindo e longo texto, na verdade, eu sei, eu estava sendo guiada por espíritos de luz, que sabiam que a minha mãe precisava muito daquela oração.
Enquanto eu lia aquelas palavras, eu sentia a paz tomar conta daquele quarto, eu percebia que mesmo perturbados e muito emocionados, todos conseguiam prestar atenção e entender a leitura com o coração.

E assim, deixamos minha mãe partir em paz.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

6 meses sem ela

Acho tão sem sentido ficar contando "aniversários" da morte de alguém..... mas, hoje meu coração ta tão apertadinho, eu sinto uma falta tão grande da minha mãe, que mesmo sem ver sentido, hoje eu estou triste porque fazem 6 meses que ela partiu.
É uma dor, que eu não consigo explicar nem pra mim mesma. É uma falta, de falar no Skype todo dia com ela, de ligar pra ela pra bater papo e as vezes até chorar.
É claro que eu sempre falo por mim, mas eu sei que minha irmã, meu pai, minha avós e os meus tios também sentem.....

A via continua, até porque não temos outra opção, buscamos seguir em frente felizes, pensar em coisas boas, mas não tem um dia sequer que eu não sinto essa dor.
Oro muito por ela, converso demais, peço perdão por coisas que eu deixei de fazer nesse ano tão difícil na vida dela, peço notícias, mas nada alivia.

Hoje eu escutei essa música, eu já havia escutado muitas vezes na minha adolescência, mas hoje foi a primeira vez que escutei depois de ter perdido alguém tão especial. Me permiti escuta-la repetidas vezes e deixar os olhos esvaziarem as lágrimas do meu coração.

https://www.youtube.com/watch?v=6RwwGvZsbzU




sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Ultrassom das 12 semanas

Terça-feira dia 25/11 foi dia de ultrassom, eu ainda estou meio perdida em que semana exatamente eu estou, porque no começo era uma data e depois da primeira ultra mudou alguns dias. Mas, pra mim eu entrei na semana 13 na segunda dia 24.

Enfim, que alegria é poder ver nosso pequeno baby, foi a primeira vez que o vimos de fato, porque na primeira e última ultrassom ele era mais parecido com um feijão do que um bebê.
Foi a emoção mais linda e intensa da minha vida, e olha que eu já tinha vivido isso com a minha irmã nas duas gravidezes dela, e eu sempre me emocionei bastante, mas quando é o seu filho, não sei como, mas a emoção é imensamente maior.
Graças a Deus está tudo em ordem com o bebê, não parou de mexer um minuto sequer, até lambeu as mãozinhas.
Insistimos pra médica tentar ver se descobria o sexo, ela disse que ainda é cedo, mas conseguimos ver direitinho um pequeno pênis, ela disse que muito provavelmente é um menino, mas que temos que esperar mais para confirmar.

Pra mim e pro Lipe na verdade pouco importa, menino ou menina. Mas, eu queria muito dar um netinho pro meu pai, sempre fiquei com isso na cabeça, por isso eu vibrei quando ela falou da possibilidade de ser um meninão.
Vamos aguardar.




Depois da ultra fomos tomar um café num lugar delicioso para comemorar as notícias boas!!
Viva a vida!